Facilità
Funcionalidades Planos Guias Contato Teste grátis 7 dias

Início › Guias › Rejeições da SEFAZ

Rejeições da SEFAZ: o que significa cada código e como resolver

Guia prático · Atualizado em julho de 2026 · Leitura de 8 minutos

Toda nota enviada à SEFAZ volta com um código de status (cStat). Quando ele é 100, a nota foi autorizada. Qualquer outro número costuma ser uma rejeição — e o texto que vem junto é escrito para quem programa, não para quem emite. O resultado é o de sempre: a nota não sai, o cliente esperando, e ninguém sabe o que fazer.

Este guia traduz as rejeições mais comuns da NF-e: o que cada uma quer dizer, o que provavelmente causou e o que fazer. Use o índice abaixo ou o atalho do navegador (Ctrl+F) para achar o seu código.

Antes de tudo: rejeição não é o mesmo que nota perdida

Rejeitada significa que a SEFAZ não autorizou: a nota não existe e o número pode ser reaproveitado depois de corrigir o erro. Denegada (110, 301, 302, 303) é diferente: a SEFAZ registrou a negativa, o número foi queimado e não pode ser reutilizado nem inutilizado. E duplicidade (204, 539) quase sempre quer dizer o contrário do que parece — a nota foi autorizada e só a resposta se perdeu no caminho.

Índice por tema

  • Duplicidade e nota que "sumiu" — 204, 539, 613, 217, 206
  • Denegação e situação fiscal irregular — 110, 301, 302, 303
  • Cadastro da sua empresa — 209, 213, 226, 266, 280, 897
  • Cadastro do cliente — 237, 245, 321, 478, 490, 726
  • Produto, NCM e código de barras — 611, 778, 779
  • Valores, impostos e totais — 528, 610, 629, 685, 693, 794, 806, 865
  • CFOP e natureza da operação — 527, 599
  • Formato do XML e datas — 215, 225, 402, 236, 228
  • Erro genérico — 999

Duplicidade e nota que "sumiu"

Este grupo é o que mais gera prejuízo, porque a reação instintiva — emitir de novo — é justamente a errada. Antes de reemitir, consulte a chave na SEFAZ.

204 — Duplicidade de NF-e

O que significa: já existe na SEFAZ uma nota com essa mesma chave de acesso.

O que costuma ser: a nota foi autorizada e o retorno se perdeu (queda de internet, timeout, navegador fechado). Do seu lado ela parece com erro; do lado da SEFAZ ela está válida.

Como resolver: consulte a situação da nota pela chave de acesso e recupere o protocolo de autorização. Só emita outra nota se a consulta confirmar que a original não existe. Emitir de novo por reflexo é como você acaba com duas notas válidas para a mesma venda.

539 — Duplicidade com diferença de chave

O que significa: a SEFAZ já autorizou uma nota com esse número e série, mas com conteúdo diferente do que você está mandando agora.

Como resolver: mesma regra do 204 — consulte a chave original e recupere o protocolo. A nota autorizada é a que vale. Se o conteúdo estava errado, o caminho é cancelar a autorizada (dentro do prazo legal) e emitir uma nova com número novo, nunca reemitir por cima.

613 — Chave de acesso difere da existente

O que significa: existe nota com esse número, mas os dados não batem.

Como resolver: consulte a situação real na SEFAZ. Se o número já foi usado por outra nota, inutilize a numeração que ficou pendente e emita com número novo.

217 — NF-e não consta na base da SEFAZ

O que significa: a nota nunca chegou lá.

Como resolver: é o caso mais tranquilo: reenvie o mesmo XML, com o mesmo número. Nada foi consumido.

206 — Número já inutilizado

O que significa: o número que você tentou usar consta como inutilizado.

Como resolver: emita novamente para consumir o próximo número. Vale conferir a numeração configurada no sistema, porque esse erro costuma indicar que o contador da série ficou para trás.

Denegação e situação fiscal irregular

Aqui o problema não é o arquivo — é a situação cadastral de alguém. Atenção: nota denegada queima o número. Ele não pode ser reutilizado nem inutilizado.

110 — Uso denegado

O que significa: há irregularidade fiscal do emitente ou do destinatário no cadastro da SEFAZ.

Como resolver: regularize a situação cadastral antes de tentar de novo. Emitir outra vez sem resolver só queima mais um número.

301 — Uso denegado por irregularidade do emitente

O que significa: a Inscrição Estadual da sua empresa está irregular.

Como resolver: procure a SEFAZ do seu estado (ou o seu contador) para regularizar o cadastro estadual. Não há correção possível do lado do sistema.

302 — Uso denegado por irregularidade do destinatário

O que significa: a IE do seu cliente está irregular na SEFAZ.

Como resolver: confirme a situação cadastral do cliente (SINTEGRA ou o cadastro de contribuintes do estado dele). Se ele for isento ou não contribuinte, o cadastro precisa refletir isso — a IE não deve ser enviada nesse caso.

303 — Destinatário não habilitado a operar na UF

O que significa: o cliente não está habilitado a operar naquele estado.

Como resolver: verifique a situação cadastral do cliente e confirme com ele qual inscrição usar na operação.

Cadastro da sua empresa

209 — Inscrição Estadual do emitente inválida

Como resolver: confira a IE cadastrada no sistema — só dígitos, sem pontos ou traços, e exatamente como consta no cadastro estadual.

213 — CNPJ do emitente inválido

O que significa: o CNPJ está incorreto ou não confere com o certificado digital usado para assinar.

Como resolver: confira o CNPJ do cadastro e confirme que o certificado A1 enviado é o da mesma empresa (matriz e filial têm CNPJ diferentes).

226 — UF do emitente difere da SEFAZ autorizadora

Como resolver: a UF do cadastro da empresa não bate com a SEFAZ que recebeu o arquivo. Corrija o estado no cadastro da empresa.

266 — Série utilizada não permitida

Como resolver: confira a série configurada. Cada tipo de documento tem faixas de série aceitas pelo webservice.

280 — Certificado do transmissor inválido

O que significa: o certificado A1 está vencido, revogado ou com cadeia incompleta.

Como resolver: confira a validade do certificado e substitua por um novo se estiver vencido. É a rejeição mais previsível de todas — e a que mais pega gente desprevenida no meio do expediente. Anote a data de vencimento no calendário.

897 — Código numérico (cNF) inválido

Como resolver: é um problema na geração interna do código da nota. Tente emitir de novo; se persistir, acione o suporte do seu sistema.

Cadastro do cliente

Metade das rejeições do dia a dia mora aqui — e quase sempre por cadastro preenchido às pressas.

237 — CPF do destinatário inválido

245 — CNPJ do destinatário inválido

Como resolver: o dígito verificador não confere. Corrija o documento no cadastro do cliente. Um sistema que valida o CPF/CNPJ na hora de salvar evita esse erro antes de virar rejeição.

321 — IE do destinatário irregular

Como resolver: confira a Inscrição Estadual do cliente. Se ele for isento ou não contribuinte, marque isso no cadastro para que a IE não seja enviada.

478 — Endereço do destinatário incompleto

Como resolver: complete o endereço: logradouro, número, município com código IBGE e UF. Endereço pela metade é rejeição na certa.

490 — Código de município inválido

O que significa: o código IBGE do município (seu ou do cliente) está errado.

Como resolver: selecione o município pela lista oficial em vez de digitar — assim o código IBGE vem preenchido corretamente.

726 — Destinatário sem dados obrigatórios

Como resolver: a NF-e exige CPF ou CNPJ e endereço completo do destinatário. Complete o cadastro antes de emitir.

Produto, NCM e código de barras

778 — NCM inexistente

779 — NCM obrigatório não informado

Como resolver: todo produto precisa de NCM com 8 dígitos, e o código precisa existir na tabela oficial vigente. A tabela muda de tempos em tempos: NCM que funcionava ano passado pode ter sido extinto. Consulte a tabela atual e atualize o cadastro do produto.

611 — GTIN (código de barras) inválido

Como resolver: o código de barras informado não é um GTIN válido (o dígito verificador não fecha). Corrija o código no cadastro do produto ou deixe o campo como SEM GTIN — é melhor declarar que não tem do que mandar um código inventado.

Valores, impostos e totais

Este grupo aparece quando alguém ajustou um valor "na mão" e a conta deixou de fechar.

610 — Total da nota difere do somatório dos itens

Como resolver: os totais não batem. Reveja desconto, frete, seguro e despesas acessórias — e principalmente qualquer valor que tenha sido digitado por cima do calculado.

629 — Valor do produto difere de quantidade × unitário

Como resolver: o total do item não é igual a quantidade vezes valor unitário. Cuidado com arredondamento: o valor unitário admite quatro casas decimais e o total, duas.

528 — Valor do ICMS difere da base × alíquota

Como resolver: o cálculo do ICMS ficou inconsistente, quase sempre por ajuste manual no item. Limpe os valores digitados manualmente e deixe o sistema recalcular pela regra do produto.

693 — Alíquota de ICMS superior à permitida

Como resolver: a alíquota excede o teto da operação. Confira a regra de ICMS do produto para a UF de destino — operação interestadual tem alíquotas próprias (4%, 7% ou 12%).

806 — Operação com ICMS-ST sem os dados de ST

Como resolver: o item está com CST de substituição tributária mas sem MVA e base de ST. Ou preencha a regra de ST do produto, ou ajuste o CST se aquela operação não tem ST.

865 — Total do FCP difere do somatório

Como resolver: confira os percentuais de FCP (Fundo de Combate à Pobreza) nas regras dos produtos — o total precisa bater com a soma dos itens.

794 — Soma dos pagamentos difere do total

Como resolver: a soma das formas de pagamento, menos o troco, tem que ser exatamente o total da nota. É a rejeição clássica de PDV com pagamento dividido.

685 — Total de tributos aproximados inválido

Como resolver: o valor aproximado dos tributos (Lei 12.741) está inconsistente. Reveja a configuração do destaque de impostos.

CFOP e natureza da operação

527 — CFOP incompatível com a operação

Como resolver: o CFOP não combina com o tipo da operação (entrada ou saída, dentro ou fora do estado). Confira a natureza de operação escolhida e o CFOP dos itens.

599 — CFOP de entrada em nota de saída

Como resolver: o CFOP começa com 1, 2 ou 3 (entrada) numa nota de saída. Use 5xxx para operação dentro do estado, 6xxx para fora e 7xxx para exterior.

Formato do XML e datas

215 — Falha no schema do XML

225 — Falha no schema do XML da nota

O que significa: algum campo está fora do formato do leiaute (tamanho, tipo ou caractere não permitido).

Como resolver: reveja os campos digitados livremente — descrição do produto, informações complementares, complemento do endereço. Símbolos incomuns colados de outro programa são a causa mais frequente.

402 — XML mal formado

Como resolver: um caractere inválido entrou no arquivo, quase sempre em texto copiado de Word ou PDF. Redigite os textos em vez de colar.

236 — Chave de acesso com dígito inválido

Como resolver: a chave informada em "notas referenciadas" está errada. Confira os 44 dígitos.

228 — Data de emissão muito atrasada

Como resolver: a data de emissão ultrapassou o limite aceito pela SEFAZ. Emita uma nota nova com a data atual — e desconfie do relógio do computador se isso acontecer sem motivo.

Erro genérico

999 — Rejeição não catalogada

Como resolver: leia o texto completo do motivo devolvido pela SEFAZ — nesse código, a mensagem é mais importante que o número. Também pode ser instabilidade momentânea: verifique o status do serviço e tente novamente em alguns minutos.

Como evitar a maior parte dessas rejeições

Olhando a lista inteira, a conclusão é desconfortável: a maioria das rejeições não é problema fiscal, é cadastro mal preenchido. CPF sem validar, NCM chutado, município digitado à mão, valor ajustado por cima do cálculo. O erro nasce semanas antes, no cadastro, e só aparece na hora pior — com o cliente esperando a nota.

Três hábitos resolvem quase tudo:

  1. Valide o cadastro na entrada. CPF e CNPJ com dígito conferido, município escolhido pela lista, NCM com 8 dígitos.
  2. Não digite por cima do imposto calculado. Se o valor está errado, corrija a regra do produto — não o número da nota.
  3. Diante de duplicidade, consulte antes de reemitir. Vale repetir: 204 e 539 quase sempre significam que a nota já foi autorizada.

No Facilità, a rejeição vem traduzida

Em vez do texto técnico do webservice, o sistema mostra o que aconteceu e o que fazer — com o mesmo conteúdo deste guia dentro da tela. Ele também valida CPF, CNPJ e NCM antes de emitir, consulta a SEFAZ sozinho quando uma resposta se perde e mantém um painel de pendências para nenhuma nota ficar esquecida.

Testar grátis por 7 dias

Este guia é material de apoio e não substitui a orientação do seu contador nem a documentação oficial da SEFAZ. Os códigos e textos oficiais estão no Manual de Orientação do Contribuinte (MOC) e nas Notas Técnicas publicadas no Portal da NF-e.

Continue lendo: Quando o MDF-e é obrigatório · Certificado A1 ou A3: qual usar para emitir nota

Facilità
Funcionalidades Planos Transportadoras PDV e NFC-e NFS-e Nacional Guias Contato WhatsApp (19) 98436-0240
© 2016 Facilità Sistemas — Todos os direitos reservados. Atendimento em Valinhos, Campinas e todo o Brasil. Termos de Uso · Política de Privacidade